29/01/2014

A reciprocidade como lei da criação




A Reciprocidade é definida no dicionário como um substantivo feminino que significa mutualidade, representando a característica do que é recíproco, ou seja, do que tem retorno.
No âmbito da psicologia, mais concretamente da psicologia social, a reciprocidade é  uma acção positiva como resposta a outra acção positiva ou uma ação negativa como resposta a outra ação negativa.
Definições à parte, eu proponho refletirmos sobre a reciprocidade como uma lei da criação, que permite “colher” tudo aquilo que for “plantado”.

A Reciprocidade é considerada uma lei da criação, tal como a lei da gravidade, e pressupõe que retorne ao indivíduo tudo o que dele emanar, sejam sentimentos, pensamentos ou ações, tornando a pessoa totalmente responsável pela criação da sua realidade.
Assim, quando deixamos de encarar a nossa vida como resultado de fatores externos e passamos a encara-la como um retorno do que se passa no nosso interior, podemos entender que somos a única entidade com poder  para modificar a nossa realidade atual, consuante o que desejarmos. 
A lei da reciprocidade devolve-nos o que se passa no nosso interior, por isso não basta fazer afirmações positivas como “eu vou conseguir este emprego”, se no nosso íntimo a crença verdadeira é “eu sou inferior”.
 Desta forma, quando nos empenhamos no ato de desejar algo, o melhor é primeiro identificar se existe alguma emoção que possa contrariar o desejo ou objetivo que pretendemos atingir. O ato de desejar pode tornar-se  simplesmente energia dissipada se não for devidamente direcionado pela energia da emoção.  Por exemplo: se desejarmos um amor verdadeiro no nosso pensamento, mas cultivarmos sentimentos de desconfiança em relação ao amor, isto irá gerar uma energia negativa e é essa energia que nos será devolvida. E porquê? Porque na a lei da reciprocidade,  o sentimento é muito mais poderoso do que o pensamento e a realidade que teremos de volta será de desconfiança e não de amor verdadeiro... 
Desta forma cabe-nos a nós fazer a limpeza dos pensamentos e crenças que já não nos servem, abrindo espaço para o novo, mesmo que este seja um trabalho árduo e por vezes demorado, pois as crenças negativas estão enraizadas no subconsciente, e tal como a raiz de uma árvore, não conseguimos ver a sua extensão e profundidade... 

Na lei da reciprocidade tudo depende da direção que damos aos pensamentos e respetivas emoções... pensar em beleza gera mais beleza, pensar em saúde gera mais saúde e pensar no insucesso gera mais insucesso. Então, ao reprogramarmos os nossos pensamentos, garantindo que eles são acompanhados de emoções verdadeiras e positivas, vamos mudar radicalmente as nossas vidas, e assim elevar a nossa energia!



No universo tudo é energia e vibração, e nós não somos exceção, por isso a vibração que emanamos vai ser devolvida sob a forma de um acontecimento real, e é nisto que consiste a reciprocidade da vida - dar e receber na mesma medida. Assim, onde quer que estejamos no nosso processo evolutivo, podemos sempre começar a elevar a nossa vibração. 


Mas não nos devemos esquecer de uma variável que pode influenciar e intensificar ainda mais a reciprocidade da vida - a gratidão! A gratidão é um sentimento muito forte, quando nos sentimos verdadeiramente gratos pelo que somos e pelo que temos, é emitido um sinal tão poderoso que atrai ainda mais situações que nos farão sentir mais gratos, e esta (a gratidão)  é a “semente” mais fértil que podemos “plantar”. 
Todos já vivemos uma situação deste género: acordámos tarde de manha e a primeira coisa que fizemos foi reclamar da vida, das contas, do trabalho, e sentimos que aquele dia não estava a começar nada bem... quando chegámos ao fim da nossa jornada sentimo-nos ainda pior porque só aconteceram chatiçes: o pneu do carro furou-se, o chefe reclamou do atraso e surgiu uma conta que não estávamos á espera...  O que aconteceu aqui? A lei da reciprocidade devolveu-nos aquilo que irradiámos com o sentimento de desesperança e fracasso, ou seja, recebemos mais do mesmo!

de certeza que teríamos um retorno diferente se pela manha o sentimento fosse de gratidão e entusiasmo...
Ao substituirmos o sentimento de lamento ou vitimização, pelo sentimento de gratidão, vamos deixar de receber de volta uma avalanche de situações desagradáveis, e passamos a receber uma avalanche de boas notícias, acontecimentos e oportunidades... Desta forma, formamos uma boa sociedade com a reciprocidade da vida, fazendo com que esta flua cada vez mais a nosso favor.

Sugiro então, que façamos hoje mesmo o exercício de avaliar o que estamos a receber no presente,  tendo a consciência de que isso é exatamente o fruto do que semeámos!